quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

Espectativas para a linha 2010 e Reflexões sobre 2008 e 2009

Chega mais um fim de ano, o tempo "voa" no piscar de olhos. O lado do bom do tempo que passa rápido, para nós ciclistas, é poder ver lançamentos das grandes marcas. Já não crio mais esperanças quanto ao tipo de material, pq esta consagrado o aluminio e o carbono como materiais "permanentes" do mercado atual. Logo logo devem entrar os quadros em termoplásticos e coisas do gênero que uma vez vi anunciados como projetos do futuro para grandes marcas... anos atrás! Estranho que até agora ainda não os vi, muito menos em linha de produção como imaginei, devido a velocidade de confecção destes. Uma injetora e um suspiro, e pronto! Estaria feito o quadro em segundos... finaliza-se o processo e monta-se o quadro. Rápido como nenhum outro para fabricar, barato pela quantidade em pequeno tempo, parecido com carbono em acabamento nos encontros dos tubos, leve, nem tanto quanto carbono, mais que o aluminio, flexível como o aço... sim é possível! Nem pintura necessitaria, acabamento superficial perfeito, como nos parachoques, painéis e outros itens dos carros. Talvez ainda seja caro produzir moldes para tamanhos diferentes dos quadros, esta pode ser a justificativa da demora. Não me surpreendo mais, pq as tendências foram abaladas em investimentos após a crise de 2008-2009, e a recuperação é uma inércia que os entendidos insistem em explicar (como se fosse possível explicar algo tão psicológico como a economia mundial). Sinto que o tempo realmente passou... para quem andou sobre bikes de Cr-Mo, o tempo se foi, não voltará mais a não ser para quadros cujas as cifras superarão 5, 6, 7, 10 vezes os quadros de aluminio mais baratos. Também... pq fabricar quadros que duram anos? Vender quadros que duram 4-6 anos, se tanto, são mais lucrativos. O giro é importante, talvez a economia mande na escolha dos processos, na nossa forma de vestir, andar, respirar.
O que esperar de 2010? Espero lançamentos, desenhos novos, novas tecnologias para aproveitar com maior desempenho estes materiais que vieram para ficar. Vi que a GT bicycles esta com uma linha bastante atraente, como era de se esperar de uma marca tão tradicional... tradição em andar na frente! O perfil e as formas das bikes 2010 da GT são lindos... quem já espiou, sabe o que falo.
Pensando no que realmente é importante, deixo este desejo de tanta tecnologia, e prefiro almejar paz e segurança para os ciclistas. Um trãnsito mais saudável seria um pedido mais maduro para 2010.
Roberto Furtado

terça-feira, 1 de dezembro de 2009

Sobre os tempos do Desafio 130Km

Estava olhando os tempos do Desafio 130 (29.11.2009). Sabe-se que entre os participantes haviam grandes ciclistas no sentido de agilidade (também em caráter, qualidade técnica, etc), mas é de certa forma impressionante ver e saber. Eu jamais poderia fazer neste tempos, abaixo de 5 horas. Qualquer um que fez abaixo destas 5 horas esta de parabéns, pq isto é fruto de muita dedicação. Tem que andar muito de bike, as vezes anos até que o corpo suporte manter médias acima de 30 km em provas longas. Fazer 35 km por hora durante 10 minutos é fácil, mas fazer isto durante 4 horas e pico, aí não é brinquedo. Acho que muitos estão usando os desafios e Audax para finalidade de treino. O bom é que enriquece o nível de prova, e se treina com suporte e uma relativa segurança. O ruim é que não se aproveita o cenário, deixa-se passar muita coisa... olha-se mais para o colega da frente, para o asfalto onde o peneu vai passar, do que para as paisagens, que depois do segundo pedágio, eram verdadeiramente lindas.
Parabéns a todos, especialmente aos homens e mulheres de aço.

Roberto Furtado

Single speed... quero uma!

Neste último desafio, realizado no dia 29.11.2009, vi que haviam algumas bikes tipo single speed. Um dos participantes fez e me contou a experiência, o colega Fabio Lazarotto. Decreveu que a bike funciona muito bem... uma caloi 10 com as gancheiras traseiras modificadas pelo Sr° Zenger, ex-ciclista e ainda frame builder das antigas. O resultado é de uma single speed, capaz de se tornar uma fixa. Fabio conta que o projeto ficou muito bom, e que vale a pena ter uma bike destas. Dias atrás, antes deste desafio, contei a ele sobre minha intenção de montar uma single speed. Com certa frequência garimpo quadros "velhos", e os guardo para alguma invenção. É até motivo de conflito em casa, pq minha mãe fica de certa forma braba quando descobre que comprei mais uma "porcaria" para guardar. Ultimamente, depois que vendi um carro antigo que tinha em casa, ela ficou até feliz, e esqueceu das porcarias que ficam longe da vista. Tenho dois quadros que mereceriam uma transformação, embora fosse até um pecado. Como ambos necessitam de alguma recuperação em soldagem, talvez não seja um pecado ciclístico tão grave. Afinal, estaria a ressucitar algo já morto. Possivelmente opte pelo modelo mais antigo, embora sejam os dois da década de 90. Um quadro Raleigh USA que infelizmente tenha as gancheiras verticais, ao contrário de quase todos projetos da marca. Fabricado em Cr-Mo de tubos Columbus, segundo uma etiqueta presente ainda no quadro. Tenho feito um pouco de mistério sobre estes projetos em andamento, pq as vezes levo uma vida para concluir...e fico até envergonhado de ficar anunciando algo que nunca se apresenta. Como a trek 470 e uma GT Rave, quase prontas, mas aguardando atenção e peças. Todo dia penso em voltar para casa do trabalho de bike, mas o tempo não tem ajudado em nada... fora questões pertinentes do trabalho da necessidade de uso do carro. Seria muito bom voltar para casa pedalando uma single speed, consumindo muito pouco de energia, devido ao baixo peso da mesma, ao estilo dos entregadores no exterior. Muitos não compreendem este sentimento, de trazer a tona tradições antigas do uso de bikes... sim, pq muitos nem viram como se respirava bicicleta no passado, sem trocadores rapidos, apenas trocadores de quadro, e alta velocidade. Vento no rosto, liberdade, e dúvida sobre o futuro... sonhos em bicicletas de Cr-Mo e simplicidade funcional. No tempo em que o corredor regulava sua própria bike, por que gostava!
Roberto Furtado

segunda-feira, 30 de novembro de 2009

Desafio 130 km concluído




A espectativa sobre o clima para o dia do Desafio 130 km era de chuva, talvez apenas tem encoberto. Assim pensavam todos que acopanhavam os dias pensando na prova que encerraria o ano para a Sociedade Audax. O clima se rebelou contra os ciclistas, pois o sol que se fez no dia da prova não era visto há tempos. Com o sol de rachar a "cuca", os mais rápidos foram beneficiados (o primeiro chegou as 11:23). Um grupo bastante maciço já estava reunido no DC em torno do meio dia deste domingo dia 29.11.2009, eram cerca de 20-30 ciclistas. Infelizmente, parece que o tempo conspirou contra os mais lentos, e elevou a temperatura na casa dos 30 e poucos graus, com alta umidade, trazendo a sensação de 40 graus, tranquilamente. Tempo abafado, ciclistas valentes e determinados, alguns tombos bem verdade... talvez em função do cansaço, coisa de Audaxioso. O resultado foi a felicidade estampada nos rostos da maioria, e o fechamento para o ano foi válido, pq tivemos grandes progressos neste segmento e estilo de prova. A Sociedade Audax contabiliza números de participantes novos e veteranos, e se consagra como a maior e mais numerosa em eventos de ciclismo de longa distância. Parece que a união fez a força este ano. Um resultado devido a um grupo forte de voluntários, gratuitos e animados, amantes do esporte e com grande espírito de coleguismo. A organização, incluindo seu corpo de voluntários, segue rumo a 2010, esperando para provar o que tem de melhor.
Enquanto isto, aguardaremos ansiosamente as provas do próximo ano, com esperança de um mundão melhor, de mais paz, menos corrupção e prepotência, mais alegria e saúde.

Roberto Furtado